história

A peste negra matou um terço da população europeia

No século XIV a peste bubónica provocou uma pandemia devastadora na Europa, com estimativas clássicas apontando para a morte de aproximadamente um terço da população

Afirmação principal

A Peste Negra, ocorrida entre meados do século XIV e meados do século XV, é lembrada como uma das pandemias mais mortíferas da história europeia, com estimativas tradicionais de perda populacional em torno de um terço do total europeu.

Causa e duração

A pandemia foi causada pela bactéria Yersinia pestis, que se manifestou em formas bubónica, septicémica e pneumónica, e atingiu o pico de mortalidade na Europa entre cerca de 1347 e 1351, espalhando‑se a partir de rotas comerciais e portos marítimos.

Estimativas de mortalidade

As estimativas de mortos variam entre estudos e fontes, com números absolutos sugeridos historicamente entre dezenas de milhões na Eurásia. Na Europa ocidental a cifra de cerca de um terço da população é a mais citada, embora algumas análises proponham variações regionais e até percentagens superiores em áreas particularmente afetadas.

Impacto social e económico

A elevada mortalidade teve consequências profundas: redução da força de trabalho, crises económicas, alterações nas estruturas sociais e culturais e consequências duradouras na demografia e na organização rural e urbana da Europa, contribuindo para transformações históricas posteriores.

Incertezas e debate historiográfico

Apesar da aceitação generalizada da estimativa de um terço, historiadores e demógrafos continuam a debater dados, fontes e metodologias de cálculo, pelo que os números exatos variam conforme as regiões e as abordagens analíticas usadas na investigação histórica moderna.

Conclusão

A Peste Negra foi um evento catastrófico no século XIV que dizimou milhões de pessoas na Europa. A expressão «um terço da população» resume a gravidade do fenómeno, mesmo que as estimativas precisas continuem a ser objeto de estudo e revisão científica.