geografia

O Monte Everest cresce alguns milímetros por ano

Devido ao movimento contínuo das placas tectónicas, o Evereste aumenta ligeiramente a sua altitude todos os anos, com medições geodésicas a mostrar um levantamento na ordem de alguns milímetros anuais enquanto a placa da Índia continua a colidir com a placa da Eurásia.

Visão geral

Os Himalaias, incluindo o Evereste, resultam da colisão de longa duração entre a placa indiana e a placa eurasiática. Esta fronteira convergente empurra a crosta terrestre para cima, gerando a construção contínua das montanhas. Embora o crescimento seja impercetível no dia a dia, técnicas de medição precisas detectam um aumento sustentado ao longo de décadas.

Porque acontece

O principal motor do levantamento é a compressão horizontal causada pela subducção parcial e empurrão da placa da Índia contra a Eurásia, que espessa e encurta a crosta, forçando rochas a emergir. Ajustamentos locais, movimentos de falhas, reacção elástica a sismos e respostas isostáticas à erosão também afectam as variações anuais de altitude.

Como se mede

Cientistas usam estações GPS, radar por satélite e levantamentos repetidos para detectar alterações na elevação com precisão milimétrica. Estes métodos permitem separar flutuações sazonais e efeitos temporários de tendências tectónicas de longo prazo.

Implicações

O crescimento anual esclarece processos de orogénese, risco sísmico e evolução do relevo. Apesar de alguns milímetros por ano serem insignificantes para alpinistas, o levantamento acumulado ao longo de milhões de anos explica por que os Himalaias permanecem a cadeia montanhosa mais elevada do planeta e por que a região é tectonicamente activa.

Factos rápidos relacionados

  • Causa: colisão entre as placas tectónicas da Índia e da Eurásia
  • Taxa: alguns milímetros por ano de levantamento
  • Medição: GPS; radar por satélite; levantamentos geodésicos
  • Efeito: construção orogénica contínua e actividade sísmica na região