Antigas estimativas diziam que as bactérias superavam as células humanas por 10:1, mas estudos recentes sugerem uma razão próxima de 1:1, com números na ordem das dezenas de triliões
Afirmação principal
O corpo humano aloja triliões de microrganismos sobretudo no intestino. Embora seja comum ouvir que há dez vezes mais bactérias do que células humanas, revisões recentes indicam que as quantidades são da mesma ordem de magnitude, aproximadamente um para um.
Estimativas numéricas
Um cálculo de referência apresenta uma estimativa média de cerca de 30 triliões de células humanas num adulto padrão e aproximadamente 39 triliões de bactérias, levando a uma razão total próxima de 1,3:1 a favor das bactérias, dependendo do indivíduo e da metodologia usada.
Onde estão as bactérias
A maioria das bactérias do corpo encontra‑se no trato gastrointestinal, especialmente no cólon, mas também colonizam pele, boca, vias respiratórias e geniturinárias, desempenhando papéis cruciais na digestão, imunidade e metabolismo.
Variação e fatores que influenciam
O número absoluto de bactérias varia conforme idade, dieta, saúde, uso de antibióticos e outros fatores. Contagens individuais podem portanto deslocar a razão para cima ou para baixo, pelo que estimativas são sempre aproximadas e dependentes das suposições do cálculo.
Implicações biológicas
Independentemente da razão exacta, o facto chave é que microrganismos constituem uma parte significativa do nosso organismo funcionalmente integrada, influenciando nutrição, desenvolvimento imunológico e risco de doença, razão pela qual o estudo do microbioma tem grande relevância clínica e científica.
Conclusão
Resumindo: a velha afirmação de 10:1 entre bactérias e células humanas está desactualizada. Estudos modernos sugerem números comparáveis, com estimativas correntes a indicar cerca de 30 triliões de células humanas e algumas dezenas de triliões de bactérias, resultando numa razão aproximadamente próxima de 1:1.