As girafas foram tradicionalmente consideradas silenciosas. Hoje sabe‑se que não produzem vocalizações fortes e emitem sons de baixa frequência ou suspiros muito ténues que os humanos normalmente não ouvem
Anatomia respiratória
As girafas possuem laringe e estruturas laríngeas, mas a sua traqueia extremamente longa e a morfologia vocal tornam difícil a produção de sons potentes. As cordas vocais não vibram da mesma forma que em muitos outros mamíferos para gerar vozes audíveis a distância.
O que emitem
Registos acústicos e observações indicam que as girafas podem produzir sons de baixa amplitude, incluindo suspiros, murmúrios e sinais de muito baixa frequência que muitas vezes ocorrem durante a noite e ficam fora do alcance da audição humana.
Infrassons e comunicação
Há evidências de que alguns sinais possam situar‑se em frequências muito baixas, potencialmente utilizadas para comunicação à distância entre indivíduos em pastagens abertas, embora a extensão, função e frequência exata desses sinais ainda sejam alvo de estudo.
Comportamento e contexto
As girafas recorrem sobretudo a comunicação visual, tátil e olfativa. Vocalizações discretas surgem em contextos como interações mãe‑cria, contacto social próximo ou estados de stress, em detrimento de chamadas altas e prolongadas.
Conclusão
Embora não emitam vocalizações audíveis comuns aos humanos, as girafas comunicam através de sinais subtis e de baixa frequência. O antigo mito da total «silêncio» tem sido revisto pela pesquisa acústica moderna.