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O relâmpago é mais quente do que a superfície do Sol

Um relâmpago pode atingir temperaturas muito superiores às da superfície solar durante frações de segundo

Afirmação principal

Relâmpagos podem aquecer o ar ao longo do canal de descarga a temperaturas da ordem de 30 000 °C, sensivelmente superiores à temperatura da superfície do Sol.

Valores e comparação

Estimativas comuns citam cerca de 30 000 °C para um relâmpago e aproximadamente 5 800–6 000 °C para a fotosfera solar, o que faz com que o pico térmico num relâmpago de curta duração seja várias vezes mais alto que a temperatura visível do Sol.

Natureza e duração do aquecimento

O aquecimento extremo do relâmpago ocorre apenas ao longo de frações de segundo e numa região muito estreita do ar, pelo que a energia total envolvida e os efeitos macroscópicos são muito diferentes das condições sustentadas na superfície solar.

Implicações

Apesar da temperatura local muito elevada, um relâmpago não tem a mesma escala energética nem as mesmas características físicas do Sol. A comparação revela mais um contraste curioso entre fenómenos de escalas e durações distintas do que uma equivalência prática.

Conclusão

Num relâmpago o ar pode atingir dezenas de milhares de graus Celsius por milésimos de segundo, tornando‑o mais quente temporariamente do que a superfície do Sol, cuja temperatura visível ronda os 5 800–6 000 °C.