Estudos sísmicos e modelagens recentes indicam que o núcleo de Marte não é totalmente sólido, apresentando pelo menos uma parte líquida e possivelmente um núcleo interno mais denso
Descrição geral
Dados das missões sísmicas sugerem que o núcleo de Marte é maioritariamente líquido, mas que pode conter um núcleo interno parcial ou estruturas sólidas no seu interior, tornando a sua composição e estrutura mais complexas do que se pensava anteriormente.
Evidência sísmica
As medições de “martemotos” obtidas pela sonda InSight permitiram aos cientistas inferir propriedades do interior marciano, incluindo modos de onda que apontam para um núcleo fluido e sinais que indicam a possível presença de um núcleo interno sólido ou diferenças na estrutura do núcleo.
Implicações científicas
Um núcleo parcialmente líquido tem implicações para a dinâmica interna de Marte, a sua história térmica e a evolução do campo magnético primitivo, ajudando a explicar como e porque o planeta perdeu parte da sua magnetosfera ao longo do tempo.
O que futuras missões procuram
Investigações futuras vão procurar refinar medidas sísmicas, testar modelos de composição (incluindo a presença de elementos leves como enxofre) e determinar com maior precisão a existência e a extensão de um núcleo interno sólido em Marte, avançando a compreensão sobre a sua evolução geológica e geodinâmica.
Conclusão
As evidências atuais apontam para um núcleo marciano complexo, com componente líquido e sinais que podem indicar um núcleo interno sólido, uma descoberta que altera perceções anteriores e abre novas questões sobre a história e a actividade interna do planeta vermelho.