Muitas espécies de estrelas-do-mar conseguem regenerar braços perdidos e, em alguns casos, um único braço pode originar um novo indivíduo completo
Capacidade regenerativa
As estrelas-do-mar exibem uma notável habilidade de regeneração: após perderem um braço por predação, autotomia ou lesão, iniciam um processo que pode reconstruir completamente o membro perdido ao longo de semanas a meses.
Regeneração total e autotomia
Em algumas espécies, a regeneração vai além do simples restauro de um braço: quando parte do disco central acompanha o braço perdido ou, em casos excepcionais, mesmo a partir de um braço isolado, pode formar-se um novo corpo completo, um fenómeno documentado e relatado em diversas populações estudadas.
Mecanismo celular
O processo regenerativo envolve recrutamento e proliferação celular no local da lesão, incluindo populações de células com elevado potencial de diferenciação semelhantes a células‑tronco, que dão origem a músculos, tecido nervoso, esqueleto e epiderme necessários para reconstruir estruturas complexas.
Gatilho e controlo do processo
A autotomia e o início da regeneração são coordenados por sinais neuro-hormonais e moleculares que permitem à estrela-do-mar separar um braço quando necessário e activar o programa de reparação, mecanismos recentemente investigados por equipas de investigação em equinodermes.
Vantagens ecológicas
Regenerar membros é uma estratégia adaptativa que aumenta a sobrevivência: ao perder um braço, uma estrela pode escapar a predadores e mais tarde recuperar função locomotora e capacidade de alimentação, contribuindo para longevidade e adaptabilidade em ambientes marinhos dinâmicos.
Conclusão
As capacidades regenerativas das estrelas-do-mar ilustram como processos celulares e sinais fisiológicos permitem reconstruir estruturas complexas, oferecendo um modelo valioso para a biologia do desenvolvimento e potenciais lições para a medicina regenerativa.