Algumas preguiças conseguem prender a respiração durante períodos surpreendentemente longos, superiores aos tempos típicos registados em muitos golfinhos marinhos
Capacidade das preguiças
As preguiças exibem adaptações fisiológicas que lhes permitem abrandar o ritmo cardíaco e reduzir o consumo de oxigénio, conseguindo, em situações documentadas, prender a respiração até cerca de 40 minutos debaixo de água.
Capacidade dos golfinhos
Os golfinhos marinhos respiram conscientemente e a maioria das espécies realiza mergulhos relativamente curtos em que permanecem alguns minutos sem respirar. Enquanto muitos golfinhos conseguem tipicamente até cerca de 10 minutos em mergulhos prolongados, algumas espécies especializadas conseguem mergulhos muito mais longos, por exemplo espécies como o golfinho‑de‑Risso registaram mergulhos de até cerca de 30 minutos em estudos específicos.
Mecanismos fisiológicos
As preguiças reduzem o consumo de oxigénio ao baixar a frequência cardíaca e ao tolerar níveis mais baixos de oxigénio nos tecidos durante apneias prolongadas, enquanto os golfinhos usam estratégias como armazenamento de oxigénio no sangue e nos músculos e redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais durante mergulhos profundos ou longos.
Contexto ecológico e comportamental
Para as preguiças, a capacidade de nadar e manter a respiração por longos períodos ajuda na travessia de rios e na evasão de predadores. Para os golfinhos, a diversidade de capacidades de mergulho reflecte diferentes estratégias de forrageamento e habitat, desde mergulhos superficiais frequentes até imersões profundas e prolongadas conforme a espécie e a necessidade alimentar.
Conclusão
Embora pareça surpreendente, algumas preguiças conseguem prender a respiração por períodos que excedem os típicos tempos de muitos golfinhos. Contudo, a comparação geral depende da espécie de golfinho considerada, já que algumas espécies especializadas fazem mergulhos muito mais longos que a média.